sexta-feira, 22 de maio de 2009
As manhãs
A rotina do ônibus cheio, do calor, das pessoas indo trabalhar, o vuco-vuco de gente, de pernas e braços suados e cansados. Disso não sentirei saudade. Porém são essas pessoas que estão ao meu lado quando o azul ou o verde do mar me arrebata pela janela do coletivo. Aquela areia castanha, tão pequenos grãos de vida. Olho e sinto as histórias e os amores que ali viveram, vivem e viverão. E toda aquela imensidão de pureza, testemunha fiel e eterna do cotidiano vazio e exausto.
Pelo pequeno quadrado vejo quão grande é a vida, afinal não é a única imagem a ser admirada. Mas, certamente, essa ficará para sempre em mim. O mar, a areia, o muro que tenta separar a realidade do paraíso. Ali ganho força para seguir o caminho do meu futuro, o caminho para o lugar onde construirei a mais bonita das imagens: o sonho. O meu sonho. A minha vida.
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