sexta-feira, 22 de maio de 2009
TV
Ela está ali. Em cima da cadeira. Quebrada. Olho pra ela e parece torta, empoeirada, inútil. Mas nesse elefante branco parado em minha varanda, vejo meu reflexo. Vejo meus dedos deslizando pelo teclado. A fraca luz da luminária não alcança as palavras que dela estão saindo.
Milhões de quadradinhos estão ali naquele momento, desligados, mas estão me vendo. Estão observando cada movimento meu, cada olhar desconfiado para o lado, cada expiração cansada.
Ela é o porto dos mosquitos barulhentos, das formigas corriqueiras, é a porta revistas velhas da casa.
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Um comentário:
até o inútil vira poema nessa vida!
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